Máscaras da vida

Desde criança, aprendemos que, para sermos aceites, por vezes temos de corresponder às expectativas dos outros. Queremos agradar aos pais, aos professores, aos amigos, aos colegas de trabalho e, mais tarde, à sociedade. Aos poucos, vamos acumulando papéis, personas: o profissional exemplar, o pai ou mãe perfeito, o amigo disponível, o líder confiante. A máscara da perfeição, a máscara da felicidade, a máscara da indiferença ou tantas outras que temos necessidade de colocar em determinados momentos.

Usar máscaras ocasionalmente não é problemático, o que pode ser um problema é quando nos escondemos atrás de uma ou algumas permanentemente, nesse estado deixamos de ser quem somos, ficamos prisioneiros dessa máscara e deixamos de ser livres, com enormes desgaste emocional.

Talvez a maior coragem da vida não seja parecer forte, mas ser verdadeiro. Não seja impressionar, mas inspirar. Não seja esconder as fragilidades, mas reconhecê-las e crescer através delas.

Porque a verdadeira liberdade começa no momento em que deixamos de perguntar “Quem esperam que eu seja?” e passamos a perguntar “Quem sou eu, de verdade?”.

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